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MV BILL, O MENSAGEIRO DA VERDADE

Alex Pereira Barbosa, 30 anos, filho do bombeiro hidráulico e sambista Mano Juca e de Dona de Casa Cristina, nasceu no Rio de Janeiro na comunidade da Cidade de Deus onde mora até hoje.

O apelido Mensageiro da Verdade, MV, surgiu quando algumas senhoras da Cidade de Deus viram como ele defendia a cultura Hip Hop através das letras de rap e o batizaram como o Mensageiro da Verdade, por suas letras relatarem o cotidiano real do lugar.

Sua relação com o movimento Hip Hop começou em 84, sendo que MV Bill foi um dos fundadores da ONG Central Única das Favelas, a CUFA, que através do conceito do movimento Hip Hop, busca elevar a auto-estima das comunidades desenvolvendo projetos sociais e culturais. Ver release da CUFA em anexo.

Em parceria com o Grupo cultural Afro Reggae, MV Bill desenvolve o projeto Conexões Urbanas, que tem como objetivo levar entretenimento e cultura para as comunidades carentes. O evento é realizado mensalmente e já levou recreação e atividades culturais para diversas favelas da cidade do Rio de Janeiro. Em todas as edições há a participação do grupo Afro Reggae, do rapper MV Bill e uma Escola de Samba ou um grupo representativo do local é convidado a abrir o espetáculo. No final, uma atração musical de peso encerra o evento entre eles artistas como: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Fernanda Abreu, Paralamas do Sucesso, Gabriel O Pensador , O Rappa, Lulu Santos, Cidade Negra...

O rapper já recebeu diversos prêmios devido à sua militância no movimento Hip Hop, entre eles: Unicef como destaque do ano de 2004 pelo seu trabalho na área de desenvolvimento social junto a Juventude, Orilaxé concedido pelo Grupo Cultural Afro Reggae, MTV pelo vídeo clip Soldado do Morro e prêmio Unesco como uma das 10 pessoas mais militantes do mundo nos últimos 10 anos. A premiação aconteceu no dia 28 de maio em Miami nos Estados Unidos.

Em 2004 MV Bill também teve seu trabalho reconhecido pelo governo brasileiro uma vez que a solicitação de um encontro organizado pela Cufa em prol do Hip Hop nacional resultou na criação na Frente Brasileira de Hip Hop, unindo pessoas ligadas ao movimento de todo Brasil.

Há 4 anos, o rapper MV Bill realiza na sua comunidade, Cidade de Deus, o Natal da CDD, onde acontecem diversos shows de artistas consagrados como: Djavan, Caetano Veloso, Dudu Nobre, Cidade Negra, entre outros.

Discografia:

CDD Mandando Fechado (selo Zâmbia Fonográfica, Independente)

Traficando Informação (Natasha Records, BMG Brasil)

Declaração de Guerra (Natasha Records, BMG Brasil)

Participações nos cds de bandas como Cidade Negra, Dudu Nobre, e dos rappers Dexter (São Paulo e do rapper Kannam (rapper Somaliano residente no Canadá e com cd distribuído pela Sony). MV Bill também participou na companhia de Fernanda Abreu da gravação de uma música para o cd produzido por Bono Vox do grupo U2 com o objetivo de levantar fundos para a luta contra a fome e a Aids em paises Africanos, este cd foi lançado na Europa e Estados Unidos.

Vídeografia:

Traficando Informação – Dirigido por Kátia Lund, co-diretora do filme Cidade de Deus.

A Noite–Indicado ao melhor clipe de Rap do Ano no VMB da MTV.

Só Deus Pode me Julgar – Este clipe causo estrondo ao ser lançado uma vez que mostra cenas do parto de um bebê negro e cenas no Palácio no Planalto em Brasília. Também indicado para melhor clipe de rap no VMB da MTV de 2002.

3 da Madruga - Dirigido por alunos do curso de audiovisual da Cufa.

SOLDADO DO MORRO - Vencedor do VMB da MTV de 2001. Filmado em várias favelas do Rio de Janeiro. MV Bill foi acusado de fazer apologia ao crime organizado e responde por isso até hoje - quase foi proibido de ir ao ar pela justiça. Na sua defesa teve apoio de músicos brasileiros como Caetano Veloso, Djavan, Gilberto Gil...Dirigido por João Wainer, Robert T. Oliveira e Celso Athayde.

MV BILL
Declaração de Guerra
(Natasha/BMG Brasil)

Carioca da Cidade de Deus (Zona Oeste) onde nasceu e vive até hoje, revelou-se no rap nacional em 1993.
Bill também responde pelo nome de Alex Pereira Barbosa, o MV nome artístico significa Mensageiro da Verdade, o que reflete bem o espírito integro das letras de suas músicas.

Em 1998 lançou o seu primeiro disco, "CDD MANDANDO FECHADO" (pelo selo Zâmbia Fonográfica), sendo o mesmo relançado no ano seguinte e re-intitulado como “Traficando Informação”, trazendo quatro faixas inéditas e uma remix, desta vez, lançado pela (Natasha Records, com distribuição da BMG).

Mas MV Bill conquistou o maior destaque, e impacto na media a partir de sua participação no Vídeo Music Brasil em 1999. Nesse mesmo ano foi convidado para o Free Jazz Festival, fazendo a primeira parte da apresentação do grupo The Roots no palco principal. No final de sua apresentação, Bill tirou a sua camisa mostrando que carregava uma pistola na cintura, em seguida a colocou sobre um lenço branco e disse: "Sou da paz".

Envolto e rodeado por polêmicas, entre elas a censura do clip de "Soldado do morro" - faixa do cd (Traficando Informação) acusado e processado por apologia ao crime."A minha intenção é mostrar a realidade que está escondida no nosso dia-a-dia. Muitos têm interesse em que ela permaneça desse jeito, os mesmos que pregam a paz e acabam financiando a guerra", diz MV Bill.


Em “ Declaração de Guerra” o seu mais recente cd co-produzido pelo próprio, e DJ Luciano/Zé Gonzales/Ganja Man e DJ Rafa, e trás o seu rap moderno, direto com rimas objetivas e fortes.
Bill impressiona com seu Rap curto e grosso, pessoal e intransferível, procurando se distanciar de um método de discurso cuja agressividade atingia níveis perigosos: prefere o discurso inteligente, o texto ágil, mais de observação e reflexão do que de agressão gratuita. O faz por ser ele o artista mais indicado para a tarefa. A voz de um jovem proclama "a chapa é quente, o ritmo é frenético, o calor é sinistro e o bagulho é nós". Soldado Morto, canção de abertura do disco, dá a resposta a altura para Soldado do Morro.
Em Só Deus Pode Me Julgar, Bill mostra um apuro incrível, inserindo elementos de orquestra, tornando seu rap grandiloqüente, de proporções muito maiores do que imaginavam alguns; Cidadão Comum Refém trás a participação especial de Chorão (vocalista do Charlie Brown Jr.).

Independente de qualquer tipo de análise social-política, MV Bill faz música de ótima qualidade. Rap moderno, antenado com o que de melhor a música brasileira produziu (Bebeto, Hyldon, Djavan, Tim Maia), sem soar "americano", de identidade forte. E se você, leitor, pensa que a Cidade de Deus é só um filme, é hora de pensar mais uma vez, ao som de MV Bill.

MV BILL – “Alex Pereira Barbosa” ou simplesmente Bill; com certeza é o maior, e melhor do gênero desde que o mesmo surgiu no País.

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